03/10/2010

Amor eterno


Amor eterno

É aquele que é feito de ontem:
no primeiro olhar trocado,
no toque da mão e dos lábios,
na paixão que consome o sono.

É aquele que é feito de hoje:
no olhar de compreensão pela dor,
no toque da mão para afagar,
na paixão que se acende no fazer amor.

É aquele que é feito de sempre:
no olhar que vê uma jornada juntos,
no toque da mão que segura para caminhar,
na paixão sempre acesa sem os corpos tocar.

É aquele que é feito de vidas que se repetem:
no olhar trancendental dos sentimentos,
na mão que recebe no etéreo depois da passagem,
na paixão sublimada em amor que liberta!

Ana Maria Pupato

2 comentários:

Jorge Sader Filho disse...

"Amor eterno" é lido com facilidade, do início ao fim.
Ana tem esta característica. Não complica. Mas o que impressiona é o final: "na paixão sublimada em amor que liberta!"

Carinho,
Jorge

Poemas do Jorge Jacinto disse...

Parabéns pela obra! Muito lindo! Abraços, Jorge.